segunda-feira, 9 de março de 2009

E eu que pensava...

E eu que pensava
haver te esquecido
quando a raiva
tomou conta de mim
e me fez acreditar
que eu nunca mais pensaria em você...
que ilusão!
Penso em você dia e noite;
a cada momento
uma circunstância te traz à tona;
uma música que toca,
uma cena que vejo,
uma expressão que ouço,
um relógio igual em braço alheio...
E essa saudade doída, caprichosa,
que reclama as emoções vividas,
os beijos apaixonados,
as noites passadas nos teus braços,
as palavras de amor
que se perderam no seu desamor...
E essa solidão,
maior do que a própria noite que me envolve,
que parece engolir qualquer resto de ilusão
que eu insista em ter,
que me mostra cruelmente a realidade,
do tempo que avança
zombando da minha esperança,
de tudo voltar a ser como antes,
de eu ver novamente
o brilho nos teus olhos,
termômetro do teu amor...
E são tantas as recordações,
tantas as emoções
que desfilam em minha mente
que me vejo transportar no tempo
e sinto como real
tudo o que eu vivi ao teu lado,
cenas que se desenrolam como num filme
cujo único espectador
é o meu coração dilacerado
pela dor da sua saudade,
aliada à incredulidade,
do fim do nosso amor...

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