A minha angústia
é essa inútil espera
que não tem fim...
Que me deixa vulnerável
e aflita,
que me mostra o quanto
você ainda dita
o meu modo de me sentir...
Que expõe a minha insegurança,
que me faz agir como criança,
quando o assunto é você...
Que mistério é esse que te envolve,
que poder é esse que eu te confiro,
prá conduzir minhas sensações,
prá dominar minhas emoções,
como se esse querer fosse
sempre mais forte,
como se esse amor
não fosse ter fim?
E essa angústia que me consome,
que me faz perder a fome,
o sono,
o ânimo de viver...
que, ao mesmo tempo,
não me deixa te esquecer,
virar a página,
transcender,
aceitar que não haverá
mais volta,
que não justifica mais
ter esperança,
quando,para você,
não passo de uma lembrança
que se apaga mais a cada dia...
Angústia cruel,
que me põe na boca
o gosto amargo do fel do seu desamor
mas que não me deixa entender
que tudo acabou,
que me mantém prisioneira
de uma ilusão,
que maltrata tanto o meu coração
já tão duramente apunhalado...
Angústia que me expõe
aos caprichos do destino,
que não se rende aos meus desatinos,
que acorda e deita comigo,
que fez do meu ser o seu abrigo,
disputando com você
o direito de me subjugar...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
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